NOCA







TV - Globo Rural 22/08/2010
A valorização do jumento de raça
(Transcrição abaixo do video)
Já faz algum tempo que a mula vem sendo valorizada como animal de sela. Prova disso é sua presença cada vez maior nas cavalgadas.
Um efeito da valorização das mulas é a importância que os criadores passaram a dar aos jumentos de raça. É o que o José Hamilton Ribeiro mostra agora, em uma reportagem que ele fez em três estados: Goiás, Minas Gerais e Bahia.
Qualquer reportagem sobre jumento no Brasil tem que começar no Nordeste. É a única região brasileira onde esse animal faz parte da paisagem. No entanto, estamos em Valente, no sertão da Bahia, a 230 quilômetros de Salvador, e até agora só vimos carros e motos.
O primeiro jegue apareceu na rodovia. A carroça tem até retrovisor. Mas o arriame anda meio amassado.
Enquanto o Josikiel segue com a encomenda, vamos conhecer, na zona rural, o Amóbio Batista. Hoje, ele planta uma coisinha e cuida de criação, mas durante muitos anos viveu de negociar com jegue.
Nem faz muito tempo, eles chegavam 30 animais por semana. Vinte eram o frigorífico, que exportava carne, e dez na feira. "Hoje, se eu levar dez pra feira não vende nada. Eu não sei por que esse animal chama jegue", disse.
Existe uma teoria de que o nome vem de jackass, uma das palavras em inglês para jumento. No começo do século passado uma firma da Inglaterra foi fazer ferrovia no Nordeste e o pessoal, vendo os ingleses falarem jackass, abrasileiraram o nome para jegue.
Houve um tempo na zona rural do Nordeste em que toda família tinha um ou mais de um ou uma criação deles. Hoje, em vários lugares ele está a beira da extinção.
O último posto de dignidade do jegue no Nordeste é na lavoura de sisal, onde, por várias circunstâncias, seu trabalho é insubstituível.
O sisal vai fazendo touceira. Não pá para entrar carroça ou trator. Só mesmo o jirico para circular. Ele transporta as folhas para o motor. Depois, leva as fibras para secar. O jumento pequeno, que está perdendo função, é um animal de serviço.
Mas o jumento no Nordeste não é só um jeguinho do sisal. Pelo região há também grande criação de jumento marchador.
A jumentada, no município de Valente, segue para a sede de uma fazenda com antiga criação de jumentos de raça. Depois de dormir no piquete, o rebanho chega à curralama do seu Nenenzinho de Oliveira, um homem vigoroso aos 85 anos.
"Eu alcancei desde menino que só havia como meio de transporte de mercadorias e pessoas a estrada de ferro de Salvador a Juazeiro. Então, meu pai fez uma tropa, fez a segunda tropa, fez a terceira tropa de burro para alugar às firmas de Salvador, aos seus viajantes, para fazer o interior fora da estrada de ferro. Como era difícil adquirir animais bons, meu pai entendeu de querer produzir os próprios animais. O pêga foi uma novidade. Não tínhamos animais daquela qualidade", explicou seu Nenezinho.
Na parte da tarde, é hora de ver uma formação de jumentas marchadeiras. É melhor montar em jumenta do que no macho, que pode ficar abusado na presença de fêmeas.
Revista Campo e Cidade (Maio/Junho 2010)
Três Gerações
Na região do semi-árido baiano estão localizadas as Fazendas Noca, de propriedade de Zenóbio Cedraz Oliveira. Ele pertence à terceira geração da família na criação do jumento Pêga – tradição iniciada pelo avô José João de Oliviera e seguida pelo pai João José de Oliveira. O criatório é composto por sete fazendas, que têm como sede principal a Fazenda Central. Localizada na cidade de Valente/BA, a 130 quilômetros de Feira de Santana; ela é administrada por João José.
Luana Oliveira, filha de Zenóbio, neta de João José e bisneta de José João, conta que a familia começou a criar jumentos e muares por se a alternativa encontrada pelo bisavô tropeiro, que buscava um animal com resistência para trabalhar com carga. Segundo ela, com fomento do governo do Estado da Bahia a criação se tornou possivel. Sobre a raça Pêga, comenta que “não há nada igual” e que nas fazendas é utilizado o mangalarga Marchador para os cruzamentos, por serem animais fortes, mansos e obedientes.
No plantel Noca o número de jumentos e muares Pêga gira em torno de 200 animais, além de 50 Mangalarga Marchadores. Nas Fazendas são criados ainda bovinos Three-Cross (Guzerá+Simental+BBB), Guzerá leiteiro, Anglonubiano e Santa Inês. “O Mercado está sempre crescente, a carência de jumentos com as qualidades que produzimos é muito grande e estamos trabalhando no melhoramento genético da raça Pêga”, salienta.









Revista Horse (Dezembro 2009)
Fazenda Noca e Central
Zenóbio: criando jumentos há mais de meio século, na Bahia
Outros criadores que também têm conquistado bons resultados são Zenóbio Cedraz Oliveira e João José de Oliveira (nenezinho), proprietários da Fazenda Noca e Central, na Bahia.
Os criadores começaram a criação dejumentos há mais de meio século e possuem dois criatórios que são independentes, mas ao mesmo tempo, interligados e que juntos têm mais de 150 animais.
Zenóbio começou a criar jumentos por ser a única alternativa na época para fazer a logística detropeiro. "O jumento pêga foi uma opção tornada viável através da fazenda de fomento do governo do estado da Bahia, que repassou alguns animais ao me avô", conta.
Já Nenezinho começou a criação de muares e jumentos principalmente para uso na própria fazenda, para os trabalhos diários, mas também para vender a outros fazendeiros em meados da década de 60. Ambos concordam que as maiores di?culdades no começo foi a falta de animais de boa qualidade. No entanto, com o tempo e aprimoramento genético, esse problema se tornou menor e hoje, eles consideram que não há nada igual ao Jumento Pêga, pois ele tem duas funções, serve como animal de sela e também animal de carga, pela resistência. Zenóbio costuma participar de exposições locais e nacionais e já ganhou diversos prêmios nas provas de marcha. Na hora da reprodução, os criadores optam pelas éguas Mangalarga Marchadoras, para produzir um muar ”?ex", manso, forte e obediente.
Para os criadores, o mercado dejumentos atual está muito bom, sempre crescendo. "A carência de jumentos com as qualidades que produzimos é muito grande e estamos trabalhando muito no melhoramento da raça Pêga, para que possamos cada dia mais produzir muares para atender a demanda do Brasil e de outros países", conta.
Revista Horse (Julho 2010)
Mercado Baiano
Para Zenóbio Cedraz Oliveira, terceira geração na criação dejumentos, muares e mulas e proprietário da Fazenda Noca, há umas duas décadas. muitos criadores passaram a se preocupar apenas com a aparência estética dos animais e isso fez com que o mercado desse uma desacelarada.
Na mesma época, os criadores baianos continuaram a investir nos animais de marcha, pois o seu público-alvo era o nordestino, que usava os animais como meio de transporte. "Não adiantava produzir animais belos que não tivessem funcionalidade. Percebendo a importância desse quesito, na última década, os criadores começaram a valorizar mais a funcionalidade e passaram a produzir animais de sela, o que ajudou, diretamente, na ascensão desse mercado” revela.
Zenóbio explica que, mesmo com os avanços, ainda falta bastante chão para percorrer, principalmente no quesito marcha. Uma de suas queixas é referente à categoria Jumentos e Jumentas Montados, que apesar de ter sido inserida alguns anos atrás, ainda não pontua para o ranking. “Venci essa categoria vários anos seguidos e não ganhei sequer um ponto. Isso deveria ser revisto", reclama.
No entanto, tirando esse ponto, o criador revela que o mercado do Pêga tem trazido re sultados positivos. Hoje, a Fazenda Pêga Noca possui um mercado comprador ativo e vende os animais para todo o território nacional. Ele conta que 95% dos compradores são do pais inteiro, com maior número no norte, seguido pelo sudeste, sul e Centro-Oeste. Os outros 5% são vendidos para o Nordeste. "A grande procura por bons animais de sela e a falta desses animais no mercado, elevou os preços efez com que todos que querem conquistar seus clientes invistam em genética, treinamento e manejo".
Zenóbio explica que antigamente o maior problema era a falta de animais de boa qualidade. No entanto, com o tempo e aprimoramento genético, esse problema se tornou menor e hoje, ele considera que não há nada igual ao Jumento Pêga. "Na hora da reprodução, optamos pelas éguas Mangalarga Marchadoras, para produzir um muar ”?ex”, manso, forte e obediente. A carência de jumentos com as qualidades que produzimos é muito grande e estamos trabalhando muito no melhoramento da raça, para que possamos cada dia mais produzir muares para atender a demanda do Brasil e de outros países", conta o criador que está muito orgulhoso da ?lha Luana estar iniciando no ramo e se tornando a quarta geração na criação de muares.
Revista O Berro (Maio 2010)
Fazenda NOCA - SERRA
Monte Santo - BA
Uma fazenda tipicamente sertaneja em tudo! Desde sua arquitetura até os campos de produção de fonrragens, em Monte Santo, no grande sertão de Canudos, com relevo de serras, altiplanos e vales férteis com boa oferta de águas, campos nativos preservados e áreas de introdução de suportes forrageiros como capim buffel, leucena, algaroba e palma.
Aí vive o rebanho AngloNubiano Brasileiro de origem importada. Principalmente das últimas importações de animais dos EUA, em regime de campo, sob forte pressão de seleção para a produção de animars com grande capacidade leiteira e rusticidade. Todo o manejo alimentar é baseado em sistema de pastagem e o manejo reprodutivo, inclui um alto índice de IA e TE, visando a aceleração do processo seletivo.
A Fazenda Noca destaca-se também pela primorosa criação e seleção de equinos Mangalarga Marchador, asininos, Jumentos Pêga e Muares de trabalho e montaria.
A Srta. Luana R. Oliveira, titular do rebanho, já é a quarta geração na labuta de pecuária seletiva na Bahia: José João (bisavô); Seu Nenezinho (avô); Zenóbio (pai), todos com bons serviços prestados ao setor. O rebanho Anglo-Nubiano Noca já se destaca nas pistas e campos de IA do país, como Noca Garotinho, com sêmen disponível na alta genétics e Top In Life.

NOCA NA MÍDIA
Estamos disponibilizando abaixo algumas matérias que sairam na mídia recentemente para sua apreciação...
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